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Guia técnico NKON · Integração com Victron

NKON ESS & Victron
Da ligação ao controlo

Um guia detalhado sobre a comunicação da bateria, as definições do inversor, o carregamento solar e o Dynamic ESS, com as capturas originais e explicações claras sobre as alterações no comportamento do sistema.

Começar pela visão geral do sistema ↓
14 secções práticas41 figuras originaisPortuguês · Referência para instaladoresRevisto em 28 de outubro de 2025

Leia cada definição juntamente com a respetiva explicação. Os valores apresentados pertencem ao exemplo NKON fornecido. Confirme a sua adequação à bateria, ao BMS, ao firmware e à instalação concretos. Os limites ativos do BMS, o consumo da habitação e as definições de gestão de energia podem alterar o funcionamento real.

01 / Compreender o sistema

Como o NKON ESS e a Victron funcionam em conjunto

Uma bateria NKON ESS armazena energia em corrente contínua (CC). Um Victron MultiPlus ou Quattro converte essa energia em corrente alternada (CA) para as cargas ligadas e pode carregar a bateria a partir de uma fonte CA. Um dispositivo GX, como o Cerbo GX, coordena o sistema e disponibiliza os seus dados de funcionamento localmente e através do portal Victron Remote Management, habitualmente designado VRM.

O sistema de gestão da bateria, ou BMS, monitoriza a bateria e comunica os limites de carga e descarga que o sistema Victron tem de respeitar. Um contador de energia mede a troca com a rede. A energia solar pode entrar através de um inversor fotovoltaico acoplado em CA ou de carregadores solares MPPT Victron acoplados em CC; a configuração depende da disposição instalada.

Bateria e BMS

Armazenam energia, monitorizam as células e comunicam os limites de funcionamento da bateria.

MultiPlus ou Quattro

Gerem a conversão de energia entre a bateria e a instalação CA.

Dispositivo GX

Liga a bateria, o inversor/carregador, o contador e as ferramentas de monitorização.

Contador da rede

Mede a importação e a exportação para que o sistema responda à procura real da instalação.

Visão geral do sistema retirada do guia fornecido. Os dispositivos GX são alternativas; o esquema não exige dois dispositivos GX.
FIGURA 01 — Visão geral do sistema retirada do guia fornecido. Os dispositivos GX são alternativas; o esquema não exige dois dispositivos GX.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Âmbito deste guia. O exemplo original utiliza um NKON ESS Pro de aproximadamente 32 kWh, um Cerbo GX, distribuição Lynx e três unidades MultiPlus 3000. Os mesmos princípios podem ajudar a compreender outras instalações Pro e Eco compatíveis, mas a capacidade, os limites de corrente, o firmware e a cablagem têm de ser verificados para os modelos exatos de bateria e inversor. Uma potência nominal de 3000 VA de um inversor não deve ser interpretada como 3000 W de saída contínua em todas as condições de funcionamento.

Estes esquemas explicam a arquitetura do sistema. Não substituem os desenhos de instalação, o projeto das proteções, o dimensionamento dos cabos, as ligações à terra nem as definições do código de rede da instalação. A instalação elétrica e a colocação em serviço devem ser realizadas por um instalador qualificado com experiência em sistemas Victron e baterias de lítio.

02 / Preparar a instalação

Verifique o equipamento antes de alterar as definições

Comece por registar o modelo da bateria, a revisão do BMS, o número de módulos, a tensão nominal, a capacidade nominal e as correntes de carga e descarga permitidas. Registe os modelos MultiPlus ou Quattro, o dispositivo GX e o contador. Utilize a documentação atual específica do modelo da bateria e firmware Victron compatível. Guarde a configuração existente antes de fazer alterações e planeie as atualizações para que uma falha de alimentação não as possa interromper.

  • Confirme que a revisão da bateria selecionada suporta a integração Victron pretendida.
  • Verifique as proteções CC, os seccionadores, a polaridade, as secções dos condutores e os binários de aperto de acordo com os manuais dos componentes e o projeto da instalação.
  • Identifique as cargas ligadas à saída CA do inversor e as que permanecem do lado da rede.
  • Confirme a ligação à rede, a disposição das fases e o comportamento de importação e exportação permitido.
  • Certifique-se de que todos os módulos de bateria previstos estão online antes de determinar a capacidade ou potência disponível.
  • Mantenha o BMS da bateria ligado e funcional durante todo o funcionamento normal.

Baterias em paralelo

O guia fornecido descreve uma disposição em paralelo com até 16 unidades. Considere esse número como o âmbito da disposição documentada, e não como um máximo para todas as revisões NKON Pro ou Eco. Consulte as instruções atuais específicas do modelo para confirmar o número de unidades permitido, o endereçamento, a bateria principal, a sequência de comunicação e as proteções.

Disposição conceptual em paralelo retirada do guia. As ligações de potência CC e a comunicação entre baterias têm finalidades diferentes.
FIGURA 02 — Disposição conceptual em paralelo retirada do guia. As ligações de potência CC e a comunicação entre baterias têm finalidades diferentes.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

A fonte descreve ligações RS485 entre módulos de bateria com cabos de rede diretos, ligando sequencialmente as portas RS485 A/B adequadas. Respeite as identificações das portas e a ordem de ligação da bateria concreta. Estas ligações são distintas da ligação CAN entre o sistema de baterias e o dispositivo GX. Conectores RJ45 semelhantes não tornam CAN, RS485, Ethernet e VE.Bus intercambiáveis.

Porque é que adicionar baterias altera a configuração

As baterias em paralelo aumentam a capacidade, mantendo a mesma tensão nominal do sistema. Também podem alterar a corrente disponível, mas o limite seguro do sistema continua a depender do BMS, do número de módulos online, dos cabos, das proteções e das características do inversor/carregador. Não multiplique uma corrente apresentada numa captura pelo número de baterias assumindo que o resultado é um limite aprovado.

03 / Estabelecer a comunicação

Ligue a bateria ao dispositivo GX

A integração aqui descrita exige um dispositivo GX com Venus OS. Este recebe os limites e o estado da bateria e transmite a informação de controlo adequada aos equipamentos Victron compatíveis. Estabeleça uma comunicação fiável antes de utilizar as leituras da bateria ou configurar o comportamento de carregamento.

  1. Selecione o protocolo da bateria. No ecrã da bateria, abra Menu → Protocol → CAN_VICTRON e confirme a seleção. O texto exato dos menus pode variar consoante o firmware do BMS.
  2. Utilize o cabo Type A especificado. O guia fornecido identifica um cabo Victron VE.Can para CAN-bus BMS Type A, com a referência ASS030710018. Verifique o cabo aprovado para a revisão NKON concreta; a referência atual de cabos Victron também indica ASS030710118.
  3. Ligue as extremidades identificadas. Ligue a extremidade Battery BMS à porta CAN da bateria e a extremidade Victron à interface CAN adequada do GX. Não o ligue a VE.Bus nem a uma porta Ethernet.
  4. Configure a interface CAN do GX. Selecione CAN-bus BMS (500 kbit/s) na interface utilizada pela bateria. A fonte apresenta Settings → Services → VE.Can; versões mais recentes do Venus OS podem colocar as definições de conectividade noutro local.
  5. Verifique a terminação do barramento e a deteção. Siga as instruções do GX e da bateria sobre a terminação e confirme depois que aparece uma bateria gerida na lista de dispositivos e que fornece leituras atuais coerentes.
Ecrã de protocolo da bateria: selecione CAN_VICTRON e confirme.
FIGURA 06 — Ecrã de protocolo da bateria: selecione CAN_VICTRON e confirme.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Exemplo GX: perfil CAN-bus BMS a 500 kbit/s.
FIGURA 22 — Exemplo GX: perfil CAN-bus BMS a 500 kbit/s.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Ilustração do cabo conservada do documento original. Utilize o cabo pré-fabricado aprovado e a pinagem atual do fabricante.
FIGURA 05 — Ilustração do cabo conservada do documento original. Utilize o cabo pré-fabricado aprovado e a pinagem atual do fabricante.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Esclarecimento sobre o esquema do cabo. A ilustração original e a referência atual Victron Type A diferem na atribuição do pino de massa do lado da bateria. Não utilize esta ilustração como desenho para fabricar um cabo. Confirme o cabo pré-fabricado e a pinagem corretos para a revisão exata da bateria antes de o ligar. Referência de cabos Victron CAN-bus BMS ↗

Porque é importante a velocidade CAN

A ligação da bateria neste guia utiliza 500 kbit/s. O contador VM-3P75CT utiliza 250 kbit/s quando ligado por VE.Can. Por isso, necessitam de interfaces CAN independentes corretamente configuradas, ou de uma ligação Ethernet para o contador. Duas portas RJ45 num dispositivo GX podem pertencer à mesma interface CAN; não disponibilizam necessariamente duas redes independentes. Guia de ligações Victron ↗

Se perder a comunicação, verifique o cabo, a interface selecionada, a terminação, o protocolo e o firmware. O sistema tem de responder de forma segura à ausência de informação do BMS. A fonte menciona um prazo de desligamento de cinco minutos, mas a resposta real tem de ser verificada para os equipamentos e firmware concretos; não deve ser utilizada como garantia universal do tempo de resposta.

04 / Ler os dados da bateria

Compreenda os limites antes de os ajustar

Abra a bateria na lista de dispositivos GX. Verifique a visão geral, a informação das células e os parâmetros. As capturas fornecidas utilizam nomes de dispositivo exemplificativos, incluindo LBSA SMARTBMS e BMS16S300A-SP136. O nome apresentado por uma bateria NKON real pode depender do BMS e do firmware. Um nome de bateria visível ou uma leitura SoC são apenas a primeira verificação; os limites e alarmes também têm de ser comunicados corretamente.

Exemplo de visão geral da bateria com tensão, corrente, potência, estado de carga, estado de saúde e temperatura.
FIGURA 03 — Exemplo de visão geral da bateria com tensão, corrente, potência, estado de carga, estado de saúde e temperatura.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Exemplo de informação das células e dos módulos: diferença de tensão entre células, temperaturas e módulos online.
FIGURA 04 — Exemplo de informação das células e dos módulos: diferença de tensão entre células, temperaturas e módulos online.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
ParâmetroSignificadoO que uma alteração pode significar
CVL
Limite de tensão de carga
O limite de tensão solicitado pelo BMS para o carregamento.O BMS pode ajustar o objetivo solicitado quando as condições de funcionamento mudam. Este não corresponde necessariamente à definição local de absorção.
CCL
Limite de corrente de carga
A corrente máxima de carga que o BMS permite nesse momento.O carregamento pode abrandar quando a bateria se aproxima da carga completa ou quando o BMS restringe a carga.
DCL
Limite de corrente de descarga
A corrente máxima de descarga atualmente permitida pelo BMS.A potência disponível da bateria pode diminuir com um SoC baixo ou quando a bateria restringe a descarga.
SoC
Estado de carga
A estimativa da carga restante da bateria, expressa em percentagem.Ajuda a determinar os ciclos diários e o comportamento da reserva; não é o mesmo que a tensão.
SoH
Estado de saúde
A estimativa de saúde comunicada pelo BMS, quando suportada.Interprete-a segundo o método do fabricante da bateria, e não como uma garantia direta da vida útil restante.
Exemplo de parâmetros ativos do guia: CVL 57.6 V, CCL 280 A e DCL 280 A. São leituras exemplificativas, não limites universais NKON.
FIGURA 24 — Exemplo de parâmetros ativos do guia: CVL 57.6 V, CCL 280 A e DCL 280 A. São leituras exemplificativas, não limites universais NKON.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Verifique também as tensões máxima e mínima das células, as temperaturas, o número de módulos instalados e online e qualquer módulo que bloqueie a carga ou a descarga. Estes detalhes explicam frequentemente uma corrente reduzida melhor do que o SoC global por si só.

Sobre os intervalos de tensão na fonte. O texto original apresenta vários intervalos de CVL e valores típicos inconsistentes entre si. Por isso, esta página não transforma esses intervalos numa especificação fixa de funcionamento. Utilize as instruções atuais da bateria e os limites ativos válidos do BMS para a revisão instalada.

Porque os valores variam durante o funcionamento normal

Ao aproximar-se da carga completa

O BMS pode reduzir a carga permitida perto do limite superior. Uma corrente inferior pode ser intencional mesmo quando os painéis solares ou o inversor poderiam fornecer mais.

Equilibragem das células

As células nem sempre atingem a mesma tensão ao mesmo tempo. A bateria pode precisar de tempo perto da carga completa para equilibrar; o padrão de carregamento pode diferir do ciclo diário normal.

Temperatura

As correntes de funcionamento permitidas dependem do intervalo de temperatura autorizado e da lógica de proteção da bateria. Verifique os limites do modelo exato e os alarmes do BMS antes de alterar uma definição de corrente.

Reserva e proteção

Um SoC mínimo, um limite BatteryLife ativo ou uma restrição do BMS podem impedir a descarga mesmo quando ainda existe energia na bateria.

Produção solar e consumo da habitação

A potência da bateria resulta da produção disponível, da procura e da troca permitida com a rede. Não tem de permanecer constante ao longo do dia.

Planeamento Dynamic ESS

Uma previsão, um período tarifário ou uma carga de equilibragem programada podem alterar o funcionamento solicitado sem modificar os limites de proteção da bateria.

05 / Configurar o inversor e o carregador

VEConfigure e ESS Assistant

Utilize o método de configuração adequado ao sistema MultiPlus ou Quattro instalado. Numa instalação em paralelo ou trifásica, confirme primeiro a disposição do sistema e o código de rede aplicável. As definições seguintes reproduzem o exemplo NKON fornecido para que a finalidade de cada valor seja clara. Não são valores predefinidos genéricos de LiFePO₄ para outras baterias.

A ligação à rede é importante. O funcionamento ESS ligado à rede exige uma configuração válida do código de rede, incluindo sistemas onde não se pretende exportar deliberadamente. O instalador deve selecionar o código aplicável e verificar o funcionamento resultante. Manual de configuração ESS da Victron ↗

Separador Inverter

DefiniçãoValor no guia fornecidoFinalidade
DC input low shutdown43.20 VDefinição de desligamento por baixa tensão no VEConfigure.
DC input low restart48.00 VNível de reinício associado às definições de baixa tensão do inversor.
DC input low pre-alarm46.40 VLimiar de aviso de bateria fraca.
Exemplo do separador Inverter do VEConfigure com as três definições de baixa tensão.
FIGURA 07 — Exemplo do separador Inverter do VEConfigure com as três definições de baixa tensão.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Que limite controla realmente o sistema? Estes valores não constituem toda a estratégia de proteção. Quando o corte dinâmico do ESS Assistant está ativo, as três definições do separador Inverter —desligamento por baixa tensão, reinício e pré-alarme— são substituídas pelas definições de corte dinâmico e reinício do Assistant. Os três valores acima documentam a configuração original; não são os limiares efetivos do ESS. Não interprete a entrada 43.20 V como uma tensão-alvo de descarga nem como autorização para ignorar uma ordem de paragem do BMS.

Separador Charger

Selecione o tipo de bateria de fosfato de ferro-lítio e ative a definição de lítio conforme indicado no guia. Depois verifique o perfil de carregamento e a corrente máxima do carregador.

DefiniçãoExemplo da fonteExplicação
Tipo de bateriaFosfato de ferro-lítio / LiFePO₄Corresponde à química da bateria documentada.
Tensão de absorção57.60 VTensão de carregamento configurada localmente.
Tensão de flutuação55.20 VValor de flutuação configurado localmente.
Tempo de absorção1 horaDuração local apresentada na fonte.
Corrente de cargaEspecífica da instalaçãoDeve adequar-se à bateria e ao conjunto das fontes de carregamento. Os 35 A da captura são um exemplo.
Selecione fosfato de ferro-lítio no diálogo do tipo de bateria.
FIGURA 08 — Selecione fosfato de ferro-lítio no diálogo do tipo de bateria.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Definições do carregador no exemplo fornecido; não copie a corrente apresentada sem verificar a instalação.
FIGURA 09 — Definições do carregador no exemplo fornecido; não copie a corrente apresentada sem verificar a instalação.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Porque a tensão apresentada pode diferir de 57.60 V

Com uma bateria gerida em comunicação e a configuração DVCC adequada, o BMS fornece o objetivo de carga ativo. O perfil guardado do carregador não força o sistema a ignorar esse objetivo. Verifique os parâmetros ativos do BMS ao investigar uma tensão diferente. Explicação do controlo DVCC da Victron ↗

Interruptor virtual e seleção do Assistant

No separador Virtual switch , selecione Do not use VS. Abra Assistants, adicione o ESS Assistant e inicie a respetiva configuração. O procedimento fornecido utiliza o ESS Assistant em vez do método anterior do interruptor virtual.

Interruptor virtual: Do not use VS.
FIGURA 10 — Interruptor virtual: Do not use VS.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Separador Assistants: adicione e configure o ESS Assistant.
FIGURA 11 — Separador Assistants: adicione e configure o ESS Assistant.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
  1. Selecione o sistema de baterias. Escolha System uses LiFePO₄ with other type BMS, conforme indicado na fonte.
  2. Introduza a capacidade total em Ah. Utilize a capacidade nominal em Ah de todo o banco de baterias à sua tensão nominal. No exemplo, 628 Ah × 51.2 V = 32,153.6 Wh ≈ 32.15 kWh. Some as capacidades em Ah dos módulos em paralelo aprovados; não some as respetivas tensões.
  3. Mantenha o tipo de bateria escolhido. Selecione Do not change battery type no passo correspondente do Assistant.
  4. Verifique a tensão de sustentação. O exemplo fornecido utiliza 50.00 V.
  5. Verifique a curva de corte dinâmico. O exemplo define os quatro pontos apresentados como 46.00 V.
  6. Verifique a margem de reinício. O exemplo utiliza 2.00 V acima de cut-off(0).
Sistema de baterias do ESS Assistant: LiFePO₄ com outro tipo de BMS.
FIGURA 12 — Sistema de baterias do ESS Assistant: LiFePO₄ com outro tipo de BMS.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Capacidade exemplificativa: 628 Ah para o banco de baterias documentado.
FIGURA 13 — Capacidade exemplificativa: 628 Ah para o banco de baterias documentado.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Mantenha o tipo de bateria já selecionado.
FIGURA 14 — Mantenha o tipo de bateria já selecionado.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Tensão de sustentação exemplificativa: 50.00 V.
FIGURA 15 — Tensão de sustentação exemplificativa: 50.00 V.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Captura do corte dinâmico: 46.00 V a 0.005 C, 0.25 C, 0.7 C e 2 C.
FIGURA 16 — Captura do corte dinâmico: 46.00 V a 0.005 C, 0.25 C, 0.7 C e 2 C.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Margem de reinício: 2.00 V acima de cut-off(0).
FIGURA 17 — Margem de reinício: 2.00 V acima de cut-off(0).Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Correção da fonte. O texto original identifica o último ponto de corte dinâmico como 1 C, enquanto a captura o identifica como 2 C. A imagem acima é conservada sem alterações e a legenda segue a identificação visível. Confirme os campos reais do Assistant e os valores NKON aprovados para a revisão instalada antes da colocação em serviço.

Porque corte, sustentação e reinício são definições distintas

O corte dinâmico relaciona a tensão de desligamento com a corrente de descarga; a fonte utiliza uma curva plana de 46 V. A sustentação atua depois de a bateria ser considerada descarregada, utilizando o carregamento disponível para evitar que permaneça profundamente descarregada. Não é o limiar inicial de paragem da descarga. A margem de reinício exige a recuperação da tensão antes de retomar a inversão, reduzindo paragens e reinícios repetidos perto do limiar. Explicação do corte e da sustentação da Victron ↗

A taxa C exprime a corrente em relação à capacidade: numa bateria de 628 Ah, 0.25 C corresponde a 157 A. Esta definição ajuda a compreender a curva; não significa que a bateria ou o inversor estejam aprovados para funcionar a todas as taxas C apresentadas no Assistant.

Mantenha o monitor interno da bateria ativado. O guia NKON avisa que desativá-lo no separador General do VEConfigure após configurar ESS apaga a capacidade de bateria guardada. O dispositivo GX pode continuar a utilizar o SoC da bateria gerida como medição do sistema.

06 / Medir a potência da rede

Ligue e verifique o contador VM-3P75CT

Um contador da rede permite ao ESS conhecer a importação e a exportação reais da instalação. O seu ponto de medição, a atribuição de fases e a orientação dos transformadores de corrente têm de corresponder à instalação. Uma leitura invertida pode levar o sistema a responder à condição errada.

Configure o VM-3P75CT no VictronConnect com Role: Grid meter, selecione a disposição correta das fases e confirme as definições de rede. Para a deteção por Ethernet, ligue o contador e o dispositivo GX à mesma rede local; DHCP é normalmente o ponto de partida. As capturas originais apresentam a deteção através do menu Modbus TCP/UDP do GX; versões mais recentes podem utilizar Settings → Integrations → Modbus Devices. Guia de configuração VM-3P75CT ↗

  1. Abra Modbus TCP/UDP devices nas definições do GX.
  2. Selecione Scan for devices e inicie uma pesquisa.
  3. Abra Discovered devices.
  4. Ative o dispositivo detetado VM-3P75CT, confirmando depois que aparece na lista de dispositivos com a função correta.
Passo 1: abra o menu Modbus TCP/UDP devices do GX.
FIGURA 18 — Passo 1: abra o menu Modbus TCP/UDP devices do GX.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Passo 2: pesquise dispositivos.
FIGURA 19 — Passo 2: pesquise dispositivos.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Passo 3: abra Discovered devices.
FIGURA 20 — Passo 3: abra Discovered devices.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Passo 4: ative o VM-3P75CT detetado.
FIGURA 21 — Passo 4: ative o VM-3P75CT detetado.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Porque o contador precisa de uma verificação prática

Confirme leituras totais e por fase coerentes com uma carga conhecida. Associe cada transformador de corrente à entrada e tensão de fase previstas e siga a direção assinalada no manual do contador. O instalador deve verificar as leituras antes de ativar o controlo automático da potência. Instalação do contador e orientações dos transformadores de corrente ↗

Se o contador estiver ligado por VE.Can, utilize a interface e a terminação corretas a 250 kbit/s. Mantenha-a separada da ligação CAN-bus BMS da bateria a 500 kbit/s.

07 / Coordenar o controlo da bateria

Dispositivo GX e definições DVCC

Depois de a bateria ser detetada, abra a sua página Parameters e compare os valores CVL, CCL e DCL comunicados com o estado da bateria e os limites específicos do modelo. Verifique o número de módulos online. Uma bateria totalmente carregada pode comunicar legitimamente um CCL reduzido.

Exemplo de lista de dispositivos GX. O nome apresentado da bateria depende do BMS e do firmware.
FIGURA 23 — Exemplo de lista de dispositivos GX. O nome apresentado da bateria depende do BMS e do firmware.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

DVCC significa Distributed Voltage and Current Control (controlo distribuído da tensão e da corrente). Nesta integração, coordena os carregadores compatíveis utilizando a informação da bateria gerida. A tabela seguinte documenta a configuração original, incluindo definições que devem ser revistas em vez de copiadas sem contexto.

DefiniçãoApresentado na fonteComo interpretar
DVCCOn (ativado)Ativa o controlo coordenado para a integração documentada.
Limit charge currentOff (desativado)Não é apresentado um limite adicional do utilizador. Determine se a instalação necessita de um limite de sistema inferior.
Limit managed battery charge voltageOff (desativado)Não é apresentado um limite adicional de tensão do utilizador; não sobreponha definições ao BMS com base em suposições.
SVS — Shared Voltage SenseOff (desativado)Siga as instruções de compatibilidade da bateria gerida instalada.
STS — Shared Temperature SenseOff / forced off (desativado / desativação forçada)A integração do BMS pode determinar se esta opção está disponível.
SCS — Shared Current SenseOff (desativado)Mantenha a configuração original, salvo indicação em contrário das instruções de compatibilidade aplicáveis.
Controlling BMSAutomatic selection (seleção automática)Verifique se a bateria selecionada automaticamente é o sistema de baterias pretendido.
Exemplo DVCC: ativado, com limites adicionais de carga e deteção partilhada desativados.
FIGURA 25 — Exemplo DVCC: ativado, com limites adicionais de carga e deteção partilhada desativados.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Continuação DVCC: SCS e seleção automática do BMS de controlo.
FIGURA 26 — Continuação DVCC: SCS e seleção automática do BMS de controlo.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Porque pode continuar a aplicar-se um limite de corrente com o interruptor desligado

«Limit charge current: Off» elimina o limite adicional do utilizador; não elimina o controlo do BMS. Normalmente utiliza-se o menor limite aplicável entre BMS e utilizador, mantendo-se relevantes os limites de corrente dos dispositivos. Os carregadores não controlados não são incluídos automaticamente nessa coordenação.

Exceção de exportação solar em CC. Quando a exportação fotovoltaica acoplada em CC está ativada, o limite de corrente de carga DVCC não é aplicado aos MPPT correspondentes da forma habitual. Os seus limites locais de corrente e o controlo de tensão continuam a ser importantes. Reveja os limites MPPT antes de ativar esta opção de exportação. Limites DVCC da Victron e exceção ESS ↗

08 / Escolher o comportamento diário

Modos ESS, reserva e definições da rede

Abra Settings → ESS. Decida se a instalação realiza principalmente ciclos de energia para autoconsumo ou mantém a bateria preparada para uma falha da rede. Depois configure o contador, a disposição das cargas e a reserva de acordo com a instalação.

Abra ESS a partir das definições do GX.
FIGURA 27 — Abra ESS a partir das definições do GX.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Configuração ESS exemplificativa: Optimized with BatteryLife, contador externo e SoC mínimo de 10%.
FIGURA 28 — Configuração ESS exemplificativa: Optimized with BatteryLife, contador externo e SoC mínimo de 10%.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
ModoComportamentoUtilização neste guia
Optimized with BatteryLifeUtiliza a bateria em ciclos normais e permite ao BatteryLife adaptar a reserva efetiva.O procedimento NKON fornecido exige BatteryLife nas baterias sujeitas a ciclos.
Keep batteries chargedDá prioridade à manutenção da bateria para falhas de rede em vez da descarga diária normal.Alternativa da fonte para uma instalação orientada para alimentação de reserva.
External controlEntrega o funcionamento do ESS a um controlador externo.Não selecione este modo apenas porque um estado no painel apresenta a mesma expressão.

Para a instalação ilustrada com contador da rede, selecione o contador externo adequado. Defina se a saída CA do inversor é utilizada e se a energia da bateria alimenta todas as cargas medidas do sistema ou apenas as cargas críticas. Confirme a estratégia de controlo das fases para a instalação real; o valor Total of all phases da captura é um exemplo.

SoC mínimo e limite ativo de SoC

O SoC mínimo configurado é a definição normal de reserva enquanto a rede está presente. O BatteryLife pode elevar o limite ativo acima desse valor. Nas capturas originais, o mínimo configurado é 10% enquanto o limite ativo é 15%. Assim, estas duas leituras não são contraditórias por si só.

Exemplo de um limite ativo de SoC de 15% e do estado «Discharge disabled»; o mínimo configurado no ecrã anterior é de 10%.
FIGURA 29 — Exemplo de um limite ativo de SoC de 15% e do estado «Discharge disabled»; o mínimo configurado no ecrã anterior é de 10%.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Porque a reserva pode aumentar

O BatteryLife adapta o limite efetivo de descarga quando a bateria permanece insuficientemente carregada. Isto conserva mais carga e cria oportunidades de recuperação. Um limite ativo superior reduz a energia disponível para descarga diária. Não significa que o mínimo configurado tenha sido perdido, nem garante uma carga completa todos os dias. Explicação do BatteryLife e da profundidade de descarga ↗

Durante uma falha da rede, o comportamento habitual do SoC mínimo altera-se: o funcionamento de reserva continua sujeito às proteções da bateria e aos critérios de desligamento do sistema. O instalador deve explicar quais os circuitos com alimentação de reserva e testar o comportamento aprovado numa falha.

Redução de picos (peak shaving)

A redução de picos permite que a bateria ajude quando a procura CA ultrapassaria o limiar configurado. A fonte apresenta Always, com os limites de corrente de importação e exportação CA do sistema desativados. É uma configuração exemplificativa, não uma razão para desativar limites em todas as instalações.

Exemplo de redução de picos: Always; limites de corrente de importação/exportação CA do sistema desativados.
FIGURA 30 — Exemplo de redução de picos: Always; limites de corrente de importação/exportação CA do sistema desativados.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Always pode utilizar energia abaixo do SoC mínimo habitual para apoiar os picos. Isso pode reduzir a energia reservada para uma falha de rede. Escolha a definição e os limites de corrente CA em conjunto com a capacidade da ligação, o perfil de carga e a prioridade da alimentação de reserva. Configuração ESS de redução de picos ↗

Injeção na rede e topologia solar

O guia apresenta AC-coupled PV — feed in excess: Enabled, DC-coupled PV — feed in excess: Disabled, e Limit system feed-in: Disabled. Primeiro identifique como os painéis solares estão ligados. A energia solar acoplada em CA chega à instalação CA através de um inversor fotovoltaico; a acoplada em CC carrega a bateria ou o barramento CC através de um MPPT.

Definições de injeção na rede do exemplo fornecido. A autorização de exportação e os limites devem corresponder à instalação real.
FIGURA 31 — Definições de injeção na rede do exemplo fornecido. A autorização de exportação e os limites devem corresponder à instalação real.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Ative a injeção apenas quando a ligação, o contrato e a instalação o permitirem e configure os limites necessários no nível de controlo adequado. Ter painéis solares não é, por si só, razão para ativar a exportação acoplada em CC. O valor Feed-in limiting active: No da fonte é uma leitura de estado, não prova de que é permitida a exportação sem restrições.

09 / Configurar o carregamento solar em CC

Definições do carregador solar MPPT

Esta secção aplica-se quando estão ligados carregadores MPPT Victron à bateria ou ao barramento CC. Não descreve a configuração de um inversor solar independente acoplado em CA.

  1. Selecione User Defined como predefinição da bateria.
  2. Verifique os valores da fonte: 57.60 V de absorção e 55.20 V de flutuação.
  3. Ative o modo especialista quando necessário para aceder aos campos relevantes.
  4. Selecione uma curva de absorção fixa com um tempo de absorção de 1 hora, conforme indicado no guia fornecido.
  5. Defina a corrente máxima de cada carregador para que toda a instalação permaneça dentro da capacidade de carregamento permitida.
  6. Verifique se o carregador participa no controlo pretendido da bateria gerida e se a comunicação e os alarmes do BMS funcionam.

O perfil de carregamento local e os comandos ativos do BMS desempenham funções diferentes. Um valor de absorção guardado não significa que o carregador deva levar continuamente a bateria a essa tensão. Quando vários carregadores funcionam em conjunto, verifique a corrente combinada e a exceção de exportação CC descrita na secção DVCC.

Porque o carregamento solar pode ser limitado

A luz solar disponível é apenas uma das limitações. O consumo da habitação, os limites da bateria, o estado de carga e a via de exportação permitida também afetam o destino da energia. Investigue estas condições antes de aumentar o limite de corrente de um carregador.

10 / Adicionar planeamento com base nas tarifas

Dynamic ESS no portal VRM

O Dynamic ESS acrescenta planeamento ao sistema NKON ESS e Victron. Coordena o carregamento, a energia armazenada e a exportação permitida utilizando a tarifa de eletricidade, o consumo previsto e a previsão solar. Pode carregar nos períodos favoráveis e reservar energia para utilização posterior. Os resultados dependem do contrato, do tempo, do consumo e dos equipamentos; a ativação não garante poupanças. Uma instalação correta e uma comunicação fiável com a bateria continuam a ser o ponto de partida.

Antes de configurar o Dynamic ESS

Conclua primeiro a configuração ESS normal. Confirme que o dispositivo GX deteta a bateria NKON, apresenta um estado de carga credível e recebe os respetivos limites de carga e descarga. Verifique as leituras do contador da rede e o sentido de importação/exportação da instalação. Utilize firmware estável, atualizado e compatível, uma ligação VRM funcional e uma conta autorizada a alterar a instalação.

Configure corretamente a localização da instalação para que a previsão solar seja relevante. O histórico de consumo ajuda o sistema a aprender o comportamento da instalação. O Dynamic ESS também suporta tarifas fixas adequadas com períodos horários; um contrato dinâmico não é a única possibilidade. Verifique os países, fornecedores e opções tarifárias atualmente disponíveis no VRM em vez de confiar numa lista fixa de países. Como o Victron Dynamic ESS planeia a utilização da energia.

No dispositivo GX, a definição Dynamic ESS para funcionamento através do VRM é Auto. Configure o planeamento no VRM e evite executar um segundo controlador que entre em conflito com ele. Referência dos modos Victron Dynamic ESS.

Abra Dynamic ESS no menu ESS do GX; configure a implementação VRM através do portal.
FIGURA 32 — Abra Dynamic ESS no menu ESS do GX; configure a implementação VRM através do portal.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Abra a instalação e o assistente de configuração

  1. Inicie sessão no portal VRM e selecione a instalação correta.
  2. Abra Settings, e depois Dynamic ESS.
  3. Percorra os passos do sistema, bateria, preço de compra, preço de venda e confirmação.

As capturas apresentam a interface do documento original. Os nomes e a localização dos menus podem mudar entre versões VRM, pelo que deve identificar cada campo pela sua função.

Selecione a instalação no VRM antes de configurar o Dynamic ESS.
FIGURA 33 — Selecione a instalação no VRM antes de configurar o Dynamic ESS.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Abra as definições da instalação.
FIGURA 34 — Abra as definições da instalação.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Escolha Dynamic ESS para iniciar ou rever a configuração.
FIGURA 35 — Escolha Dynamic ESS para iniciar ou rever a configuração.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Definições do sistema e modo de funcionamento

Responda a Can you sell energy back to the grid? com base no acordo de ligação e no contrato de energia reais. Introduza as capacidades de importação e exportação da instalação. O guia original utiliza 17 kW como exemplo; não é uma definição para todas as instalações. O instalador deve considerar a ligação à rede, a disposição das fases e os equipamentos.

O modo Green dá prioridade ao consumo da habitação e ao carregamento da bateria antes de exportar excedentes solares. A energia da bateria fica reservada para consumo, embora ainda possa haver carregamento da rede quando for útil. O modo Trade também utiliza o armazenamento para exportação permitida quando o cálculo de preços o favorece. Escolha de acordo com o objetivo e o contrato. Explicação Victron dos modos Green e Trade.

Porque são importantes as definições de potência. O assistente descreve a potência disponível para planeamento. Estas entradas não são limites instantâneos de proteção. Configure separadamente os limites de corrente de importação/exportação GX ESS aplicáveis e mantenha as proteções elétricas corretamente dimensionadas. Manual Victron Dynamic ESS.

Capacidades do sistema e modo de funcionamento. Os valores de 17 kW pertencem à instalação exemplificativa.
FIGURA 36 — Capacidades do sistema e modo de funcionamento. Os valores de 17 kW pertencem à instalação exemplificativa.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Capacidade da bateria e potência de carga ou descarga

Introduza a capacidade total da bateria em kWh. O exemplo de 32 kWh do guia é uma quantidade de energia: descreve a capacidade de armazenamento. Os limites de carga e descarga são expressos em kW: descrevem a taxa de transferência de energia. Os valores ilustrados de 5.5 kW têm de ser substituídos por valores adequados ao banco de baterias, ao sistema inversor e à instalação.

Para um banco em paralelo, utilize a capacidade combinada verificada. Não presuma que adicionar baterias aumenta a potência do inversor. Da mesma forma, um inversor maior não aumenta a corrente permitida da bateria. O sistema de gestão da bateria pode reduzir a carga ou descarga disponível mesmo quando o máximo configurado é superior.

Porque a potência de carregamento varia. Um máximo configurado não é uma ordem para carregar continuamente a essa potência. O funcionamento real também depende dos limites da bateria, do estado de carga pretendido, das cargas da habitação e da produção solar. O DESS pode ajustar a sua resposta quando a produção ou o consumo reais diferem da previsão. Explicação Victron da melhoria no tratamento das previsões.

Custo por ciclo da bateria e equilibragem

O guia utiliza esta estimativa simplificada do desgaste da bateria:

Custo de ciclos da bateria por kWh = preço de compra ÷ (ciclos completos estimados × capacidade da bateria em kWh).

Para uma bateria ilustrativa de 3 000 € com 6 000 ciclos completos equivalentes e 30 kWh de capacidade, o resultado é aproximadamente 0,0167 €/kWh. São exemplos de cálculo, não especificações de uma bateria NKON. Utilize pressupostos de vida cíclica fundamentados e as respetivas condições de funcionamento. Esta estimativa representa a utilização da bateria e é distinta da tarifa de compra de eletricidade.

Reveja as restrições avançadas e as opções de equilibragem. Uma restrição pode impedir um fluxo de energia não permitido pelo contrato. As cargas periódicas de equilibragem dão à bateria a oportunidade de atingir a carga completa; selecione o intervalo e a duração de acordo com as orientações NKON aplicáveis. Um período de equilibragem pode explicar por que a bateria permanece mais carregada do que o esperado. Explicação Victron da função de equilibragem.

O guia NKON fornecido exige Optimized with BatteryLife para baterias utilizadas em ciclos regulares. Mantenha esse requisito NKON. Se o limite ativo de SoC subir, reveja com o instalador o histórico de carregamento e o estado da bateria antes de alterar o BatteryLife. A sua gestão de reserva e a equilibragem DESS têm finalidades relacionadas, mas não devem ser tratadas como definições intercambiáveis.

Capacidade, potência e definições avançadas da bateria. Substitua os valores exemplificativos pelas especificações verificadas da instalação.
FIGURA 37 — Capacidade, potência e definições avançadas da bateria. Substitua os valores exemplificativos pelas especificações verificadas da instalação.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Configure os preços de compra e venda

Selecione Fixed ou Dynamic conforme aplicável e escolha o país e fornecedor corretos. O guia apresenta Países Baixos–Tibber como exemplo. Selecione o intervalo de preços correspondente ao contrato, como 15 ou 60 minutos quando disponíveis.

Verifique a compra e a venda separadamente. Uma fórmula sugerida é um ponto de partida: confirme que as taxas, os impostos e os restantes componentes aplicáveis reproduzem os preços que efetivamente paga ou recebe. Compare vários períodos com os preços publicados pelo fornecedor. Uma marca verde de validação confirma que a fórmula é aceite, não que corresponde ao contrato.

Porque os preços negativos exigem uma verificação separada. Configure a opção de preços negativos de acordo com as regras do fornecedor. Quando desativada, o DESS trata uma tarifa calculada negativa como zero. Isto aplica-se separadamente à compra e à venda e diz respeito ao resultado da fórmula completa. Não é apenas uma preferência sobre a atratividade dos preços negativos de mercado. Definição Victron de preços negativos.

Apenas um exemplo de preço de compra. Substitua as constantes tarifárias apresentadas pela fórmula do contrato de energia atual.
FIGURA 38 — Apenas um exemplo de preço de compra. Substitua as constantes tarifárias apresentadas pela fórmula do contrato de energia atual.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
Apenas um exemplo de preço de venda. Verifique a fórmula do contrato atual e a opção separada de preços negativos.
FIGURA 39 — Apenas um exemplo de preço de venda. Verifique a fórmula do contrato atual e a opção separada de preços negativos.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Ative e verifique o funcionamento

Submeta a configuração revista. Abra Controls e confirme que o Dynamic ESS está ativado. Para o procedimento deste guia NKON, mantenha Optimized with BatteryLife como modo ESS normal. Não selecione o modo ESS separado External control apenas porque essas palavras aparecem no painel.

VRM Controls com Optimized with BatteryLife selecionado e Dynamic ESS ativado.
FIGURA 40 — VRM Controls com Optimized with BatteryLife selecionado e Dynamic ESS ativado.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido

Confirme que o VRM apresenta um plano DESS válido, dados atuais e nenhum erro relevante. Compare ao longo do tempo a atividade planeada com a potência real da bateria e da rede. O estado External control do painel faz parte do exemplo original; esse texto, por si só, não demonstra que o DESS está corretamente configurado. Evite combinar o carregamento programado normal com o DESS porque interfere com o plano. Configuração e resolução de problemas Victron Dynamic ESS.

Visão geral do sistema VRM com External control; a seta identifica o botão Controls. Verifique também o plano DESS e os dados atuais.
FIGURA 41 — Visão geral do sistema VRM com External control; a seta identifica o botão Controls. Verifique também o plano DESS e os dados atuais.Selecione a imagem para ampliar · Original do manual fornecido
11 / Verificar o resultado

Lista de verificação da colocação em serviço e entrega

Uma definição guardada não equivale a uma instalação verificada. Depois de configurar, volte a abrir as definições e confirme que os valores pretendidos continuam guardados. Em seguida, verifique o comportamento resultante em condições controladas adequadas à instalação.

Bateria e comunicações

  • Modelo correto da bateria e revisão do BMS registados.
  • Todos os módulos de bateria previstos online.
  • Leituras de tensão, corrente, temperatura e SoC coerentes.
  • CVL, CCL e DCL recebidos e interpretados corretamente.
  • Alarmes e ordens de paragem do BMS verificados através do procedimento de teste aprovado pelo fabricante.
  • Interface CAN, velocidade, cabo e terminação registados.

Fluxo de potência e funcionamento

  • Função do contador da rede, atribuição de fases e sentido de importação/exportação verificados.
  • Corrente de carregamento verificada com todas as fontes relevantes.
  • Modo ESS, reserva, redução de picos e definições de exportação confirmados.
  • Circuitos de reserva e teste de falha aprovado documentados.
  • Participação MPPT e limites locais verificados, quando instalados.
  • O VRM apresenta leituras atuais e o DESS tem um plano válido quando ativado.

Guarde uma cópia de segurança da configuração e um registo de entrega com versões de firmware, capacidade da bateria, limites de corrente, limites da rede e a justificação de cada escolha específica da instalação. Explique ao proprietário as definições que pode ajustar e as que exigem revisão pelo instalador.

Quando precisar de assistência, inclua o modelo da bateria, as versões de BMS e Venus OS, o número de módulos, os alarmes recentes, as definições relevantes e capturas dos parâmetros ativos da bateria. Contacte [email protected]. Partilhe apenas a informação da instalação necessária para diagnosticar o problema.

12 / Compreender comportamentos inesperados

Perguntas frequentes de resolução de problemas

Comece por comparar o funcionamento solicitado com os limites ativos e o fluxo de potência medido. Evite aumentar os limites apenas para eliminar um aviso ou uma restrição.

A bateria não aparece na lista de dispositivos GX

Verifique se a bateria está alimentada, se CAN_VICTRON está selecionado, se o cabo Type A correto está ligado no sentido adequado e se a interface GX escolhida utiliza o perfil de bateria de 500 kbit/s. Confirme a terminação necessária e que o cabo não está numa porta VE.Bus ou Ethernet. Com várias baterias, verifique também as instruções da bateria principal, o endereçamento e as comunicações entre módulos.

A bateria carrega lentamente ou para antes da percentagem esperada

Consulte CCL, CVL, tensões das células, temperaturas e alarmes ativos. Depois verifique os limites configurados dos carregadores, o consumo atual da habitação e a disponibilidade solar. Uma bateria quase cheia pode solicitar menos corrente. Se o comportamento persistir ou não tiver explicação, compare-o com as instruções da revisão exata da bateria em vez de forçar uma tensão de carregamento superior.

A bateria ainda tem energia mas não descarrega

Compare o SoC com o mínimo configurado e com o limite BatteryLife ativo. Verifique DCL, qualquer bloqueio de descarga pelo BMS, o modo ESS, o limite de potência do inversor e o plano DESS. «Keep batteries charged» tem intencionalmente um comportamento diferente do modo de autoconsumo. A reserva ativa pode ser superior ao mínimo apresentado noutro menu.

A tensão-alvo de carregamento altera-se sozinha

Verifique o CVL da bateria gerida. Um comando ativo do BMS pode diferir da definição de absorção ou flutuação guardada localmente. É o ponto de partida adequado para explicar um objetivo variável; o valor de uma captura não é, por si só, a especificação de funcionamento de todos os sistemas.

O contador da rede apresenta o sentido errado ou leituras de fases estranhas

Peça ao instalador que verifique a função do contador, o local de medição, a correspondência das fases e a orientação dos transformadores de corrente face à instalação. Verifique as leituras com uma carga conhecida antes de confiar no controlo automático de importação/exportação. Uma ligação de dados funcional não demonstra que as medições elétricas estão corretas.

O Dynamic ESS está ativado mas não existe um plano útil

Verifique a ligação VRM, os dados atuais, a hora do sistema, a configuração tarifária aceite, o SoC da bateria e quaisquer erros DESS. Reveja as entradas de potência/capacidade e as restrições e elimine controlos concorrentes de carregamento programado quando adequado. Confirme as instruções VRM atuais para o firmware instalado. «External control» no esquema não é prova suficiente de um plano funcional.

O sistema exporta apesar de ter introduzido um valor baixo de exportação DESS

O assistente DESS descreve capacidades de planeamento. As suas entradas não substituem os limites reais de injeção/corrente do sistema nem as proteções do equipamento. Peça ao instalador que verifique as definições GX relevantes, as leituras do contador e a configuração do inversor solar face ao comportamento permitido na instalação.

A bateria permanece cheia num período em que os preços sugerem descarregar

Verifique se está ativa uma carga de equilibragem, uma necessidade de reserva, uma proteção da bateria ou um modo de funcionamento. Uma oportunidade baseada no preço é apenas uma entrada do sistema de controlo. Confirme que a fórmula tarifária também reflete os custos reais de compra e venda.

Preciso de reconfigurar o sistema depois de adicionar uma bateria?

Reveja a disposição em paralelo permitida, as comunicações entre módulos, a capacidade total e os limites comunicados pelo BMS. Atualize as capacidades quando necessário, incluindo no ESS Assistant e nas definições DESS. Volte a verificar os limites de corrente e as proteções. Mais energia armazenada não aumenta automaticamente a potência nominal do inversor nem a capacidade da ligação à rede.

13 / Referência rápida

Os termos utilizados neste guia

ESS
Energy Storage System (sistema de armazenamento de energia). Na terminologia Victron, o sistema configurado que gere o armazenamento em baterias e a troca de potência.
DESS
Dynamic ESS. Planeamento que utiliza tarifas, previsões e capacidades da instalação para programar o funcionamento.
BMS
Battery Management System (sistema de gestão da bateria). Sistema de monitorização e proteção da bateria, que comunica os limites de funcionamento.
GX e Venus OS
O dispositivo GX é o controlador/monitor do sistema; o Venus OS é o seu software de funcionamento.
DVCC
Distributed Voltage and Current Control. Coordenação de carregadores compatíveis através de informação partilhada do sistema e da bateria gerida.
VRM
Victron Remote Management. Portal online para monitorização e configuração remota suportada.
kWh, kW e A
kWh mede a capacidade energética; kW mede a potência; A mede a corrente. Não são intercambiáveis.
Ah
Amperes-hora. Capacidade de carga; multiplicar Ah pela tensão nominal fornece uma capacidade energética aproximada em Wh.
FV acoplada em CA
Produção solar ligada à instalação CA através de um inversor fotovoltaico.
FV acoplada em CC
Produção solar ligada ao lado da bateria/CC através de um carregador MPPT.
14 / Leitura adicional

Manuais e referências técnicas

Esta página desenvolve o manual Victron & NKON ESS fornecido em Word e PDF. Conserva as suas 41 ilustrações distintas do corpo do documento e apresenta uma única vez o esquema de sistema repetido. As capturas originais não foram alteradas; nomes, leituras exemplificativas, constantes tarifárias e disposições dos menus podem diferir do sistema instalado.

Salvo indicação em contrário, os valores específicos da bateria são provenientes desse guia NKON. As explicações gerais foram verificadas com os seguintes recursos do fabricante. Utilize a documentação mais recente do modelo e firmware concretos.

Revisão das referências técnicas: 28 de outubro de 2025. As capturas são provenientes do manual fornecido e podem apresentar versões anteriores do software.

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